A mulher que eu precisei deixar para trás.
Existe uma versão de mim que eu precisei abandonar. Ela era esforçada, responsável sempre disponível e sempre pronta. Mas ela vivia cansada. Ela dizia “sim” para evitar conflito. Ela resolvia tudo para evitar frustração. Ela se calava para manter a paz. Por fora, parecia maturidade. Por dentro, era medo. Medo de desagradar, de não ser suficiente, medo de ser vista como difícil. Durante muito tempo eu achei que crescer era aguentar mais. Mas crescer, às vezes, é o contrário. É parar de aceitar o que te diminui. É sustentar um “não” mesmo com a voz tremendo. É entender que postura não é dureza, é consciência. Eu precisei deixar para trás a mulher que confundia bondade com autoabandono. A que organizava a agenda, mas não organizava os sentimentos. A que cuidava da casa, mas ignorava a própria casa interior. Ser uma Mulher em Ação não é fazer mais. É agir diferente e escolher maturidade quando a reação seria mais fácil. É assumir responsabilidade sem carregar culpas que não são suas. É ent...